sábado, 19 de maio de 2012

Senh-O




"E com o tempo, que corre,
O segredo, lento, morre.

Com ele morro, louco.

Vou, fico, durmo, desperto.

Ressuscito e grito, rouco:
'O fim, isto é certo! E bem perto'"

(Mitcho)


Balalaica

Neve na janela
Uma nuvem carregada me invade
e leva mais de mim;
Cinzas de uma cabeça ligeiramente inclinada a desmentir,
A se iludir, sinapses em migalhas

Da ausência que recebi,
de teus lúgubres ‘jamais’,
persistentes na língua

- Café, leite e creme...
Quem precisa de açúcar
Se se está até a cabeça de mel?
-... e ira

Tu eras mais... devia-me mais!

- De saudade jamais viverei...
Vai e se aninha
numa cabana qualquer,
de alguém que te aceite, assim, incapaz.
- ... fui e de maldade me criei.

Língua entre dentes,
bala na agulha,
bandeira a tremular.

A franqueza alheia é teu álibi!
Tu eras a linha tênue da minha vida.
Dessa vez, és feita apenas de quem expurgas:
Respectivamente, água e sal..

                                                               e uma pitada de luar.


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Sextuppuema di makina d'iscriviri
cúrrumpidu
Ingê-nu@ i al’gimad@
i nexadinh@ au leituh
i am@rdaçad@
Teve ú retu feituh

i Q’en nmaginaria
Q’éça ducili criathura
Q’i prufan@ abrigace
uriphíciu taum prufundu!?

i p’ra maizz spanthus
eçç@  desgraççad@zinh@
ind’a mi ria dibuxandú

radiantili i aligrinh@
istrair sememhumanum
Q’el@ Q’el@ mais quiria

Puema expiratum in quinque magnus est Ash
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em busca da chamada à vida
que nunca virá
em dias de arrastar canetas
em perene penar
palavras caídas de céus distantes
eternamente presas
em tinta-sangue, papel
e luar


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Murituri te Salutant

penetrava
a fera
na arena

era pequena
a esperança
da vingança

mataria a besta
e ressuscitaria
a justiça


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Três dum par perfazi

Lua Nérrârica Parte

Marte Ciruular Ventre-D

Mercúr Ciruular Hei-jirtum

Júpiter Lamama Nu-es-tá

Vênus Zapa Blaca

Sabá U Xuxuruxuxu

Puema bazziadu na esquematizazaum di uma letra pá tercera. III. Adeus ná tem ciruular

3 _ _.

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