quarta-feira, 26 de junho de 2013

Amor?!

"Amei certo as pessoas erradas. Amei errado as pessoas certas. Nunca fui bom em amar e ser amado...amar me parece coisa de profissional e não para amadores como eu." (Sérgio Vaz)

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Amor não amor...

"Ah o amor...que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê"
"Amor é fogo que arde sem se ver"
"Amar: Fechei os olhos para não te ver"

"Amor, que o gesto humano na alma escreve"
"Amar, nunca me coube"
"Amar nunca me trouxe"

"Minha vida não foi um romance
"Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces"

"Amor de minhas entranhas, morte viva"
"Se nada nos salva da morte, pelo menos que o amor nos salve da vida"

"Amar a nossa falta mesma de amor"
"Vencido está de amor"

"Tudo de amor que existe em mim foi dado"
"Amar é breve, esquecer é demorado"
"Para que o amor não seja mais escravo"
"De todo amor não terminado seremos pagos"

"Extremos são de Amor os que padeço"
"Saberás que não te amo e que te amo"

"Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou"
"Saudade é amar um passado que ainda não passou"

Aos poetas: Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, William Shakespeare, Mario Quintana, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Vladimir Maiakóvski, Pablo Neruda

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Ingratidão


Se soubesse que já verti

mais gotas de porra do que lágrima

por ti.

Nem sabe o quanto sinto sua falta

aqui em casa, titia.


Aos poetas Manuel Bandeira e Mr. Catra.


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Abaixo do espartilho

Abaixo do espartilho tinha uma perna
tinha uma perna abaixo do espartilho
tinha uma perna
abaixo do espartilho tinha uma perna

Nunca me esquecerei desse monumento
na vida de minhas fibras tão excitadas
nunca me esquecerei que abaixo do espartilho
tinha uma perna
  

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Oh mar salgado
Ahh! os caminhos do amor...
este ser tão misterioso
El@ não sabe beijar...
mas chupa muito gostoso

À Drummond, Coralina,  Sade, Clementina, Pessoa, Brown, ... 

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Acróstico IV



Reaparecer depois de longos anos

É um sinal (será?) para rever meus planos?

Enquanto pensava que tudo tinha ficado para trás...

Nada como em tempos de guerra, conseguir um pouco de paz.



Cicatrizes eternas ficaram ainda mais evidentes.
Ocultado a séculos, um sentimento me veio a mente.
Não queria sentir isso justo agora!

Talvez (e por que não?) essa era a melhor hora...
Repensar me pôs sobre toda a minha dor:
O que um poeta faz quando reencontra um "Grande Amor"?

Se eu te ama(ssa)sse

Dentro de um dia
Estaremos fora
Do que se pretendia
  


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Amor

Me encanta como el amor.
No conozco otra razón para amar, pero amar.
¿qué quieres que diga?

si nada nos libra de la muerte,
al menos que el amor
nos salve de la vida.

À Pablo Neruda e Fernando Pessoa, com amor.

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pra chegar nas linhas do amar 

… 

fronteiras sanguíneas unimos
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quinta-feira, 2 de maio de 2013


"Meu amor é simples, Dora,
como água e o pão.
Como o céu refletido
Nas pupilas de um cão."

(Madrigal, José Paulo Paes)


(Leminski, P. Lua na Água, 1982)

A poesia é muito mais que decassílabos, dodecassílabos, quartetos e tercetos. A poesia é livre e visceral.

"A experiência íntima é histórica, a história está dentro do pequeno e o pequeno remete ao grande" (ARRIGUCCI JR., 1999: 61). 
  
Ou como disse o mestre Leminski "apenas o mínimo em matéria de máximo." 

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Psico(em)patia

Pavio num incêndio:
crepitar, gritos, sussurros.
Ouço o silêncio.






              ***




“Penalidade”


João F.S., 17 anos, esquarteja Maria Afortunado, 23 anos, advogada.
Desafortunado,
João não sabe o que é direito.




          ***




Há de ser comensurável como todas as nádegas
E o olho que reflete o seu tamanho e suas mágoas
Há de ser repetido por eternas décadas





            ***




leio
reflito
aciono
pratico
aflito






            ***





...é que todas as imagens me parecem muito antigas....







              ***





De tantos amores dançantes
Rasgou a sapatilha






                  ***


Estornaram noite de atrasar dia
justo quando meus olhos tava na fervilha.
Mais uma vez eu tô fudido.







                    ***


para cada se entregar : um oriente
       em todo fruto (no minimo)
               uma semente




sábado, 20 de outubro de 2012


Peça


Nada

ainda,

Amor!

Apenas

      cada

crescer
    dentro
        de  todo
                         dia,
     formando
      um lado
   ser humano
        em mim.
    Olhos e
            mundo,
      todos
tão
mente,
onde
tudo é
Terra e Sol...
sempre!

   o com passam reais Sonhos
         p
                   m
                  e
      t


Vá v(iv)er a Poesia,Vida!
Agora,
[re]presente;

---

Estilhaços

              Amo
                   cada
forma
         Olho
                     mudo
                      a
    poesia
              E,
    ainda
           agora
         alto
              direi:
   Vida
            a
               todos!
  Passa
    tempo
    e
       vejo
 tão
             dentro...
                  lugares;      
                                  janelas
além
    Vê...
            lembra
                     Porque
                         só
      sentindo
                   vi
       outro
        entender.

---

Noite

Quando ainda não havia quando
O verbo ainda não se fez

O es-curo dominava
O a-tomos se formava








No Espaço



Apeiron
Todos os rastros são pardos

Des-tinados – Sofre-mente

Conduzido, refletido no triste fado inverso








                                                                    etioN ad
                                                                                               odem on es-racnart araP
                                        adaicneliS
                etneciteR
                       etner-aC
                                                                                                                                                                                          saicnêreuq sad                 ossecus o uO
                                         oãçiurtsed a asuac euq ossI
                                                           orberéc on otnemasnep mu                 omoc missa atluco É
                                                                                                            
                                                                                                                     etnamaid ed amla A



---

ainda
vejo
vida
liberdade
beleza
nesse
mundo
vazio
onde
poucas
mãos
jamais
compartilham
terra
passa
tempo
vejo
rosto
humano
desse
fim
pés
estrada
direção
destino
sonhos
certeza
amor
apenas
desejos
luz



---

TUDO PASSA TÃO POESIA NESSE MUNDO


amor: perene eterno sol
humano: ser celeste dessa terra
vida..
        caminho liberdade tempo
         (rio dentro do coração)
        palavras rompendo medo
        estrada vento direção 



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vagabunbo bailava cada rotina

lembra acordado eterno dia

rompeu destino vazio


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imagem de Ravi Novaes

tags geradas no wordle.net, a partir das palavras com maior ocorrência nas groselhas.

domingo, 23 de setembro de 2012

pra quando a música, as palavras e a pintura não são suficientes pra uma emoção
a gente dança



pequeno reclame da noite perdida

certeza mesmo
de pouco existe
se a gente insiste
em descobrir
só fica triste,
e longe daqui,
a verdade
a esmo dança...

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Nga Nga

Ebone. Nigro. Negra. Nigga. Negro. Necro.
Visceral. À pele. A mente. Do tambor ao torpor.
Ebone. Nigro. Negra. Nigga. Negro.

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Gesto

Fluir
            fruir
                   flertar
                             fragar
                                  frisar
                               frigir
                     frasar
           florar
    frugar                 
             flanar
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Shiva Nataraja


Vem de mim
Vai
Volta
Vem
Os pássaros
Escondidos
Cada bater d'ásas
Cada rasante d'água
O meu sangue
O coração
O branco
O preto
O céu
A terra
A mordida
Eterna
Do vasto círculo dos dias
Que são iguais
E a música não há
Eu dito o som
E me articulo.

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Balanço da essência pairando a energias
Remelexo do esqueleto na velocidade corporal
Calor, suor e gingado
Um som que não dá pra ficar parado
Pés, mãos e braços
Cabeça,tronco e membros
música, requebrado e movimento.
Não entendo.

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Escritos apócrifos da cultura aborígene

Reza a lenda,
E não há quem de forma diferente aprenda,
Que numa terra pungente,
Lá pelos meandros da ilha-continente,
Existe um povo animista,
De distinto senso arquivista.

Na caça, não usam lanças;
Na escrita, apenas gravuras;
Nos ritos, usam as danças;
No respeito, idade e bravura.

Reza a lenda,
E é a mais antiga que se tem na agenda,
que do alto de quatro montes avermelhados
é possível ouvir os cantos lançados
à imensidão celeste perene,
numa oração gingada aborígene.

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elenna de braços estendidos
em minha direção
elenna de mãos dadas
rodopiando na escuridão

vestido de chita, seda, algodão
girava, virava, bailava, ignorava, 
na sua cintura, a minha mão

pois, firme que era
guiada, não era não!

elenna errava o passo
errava o ritmo
trocava a mão

ria e recomeçava
mexia os pés, pulava
até que cansava

ia da roda à mesa
bebia água, vinho e cerveja
sentia os pés moídos no salto alto
punha em ordem os cabelos desordeiros

e bailava até o sol raiar